domingo, 11 de setembro de 2016

Dilma e o gol na pista

Após uma longa semana no final do longo agosto, Dilma, já sem seu carro oficial da presidência, chama um Uber pra chegar até seu hotel em Brasília.
Eis que surge dirigindo um gol pérola, o seu Itamar. Coincidências à parte, seu Itamar não tinha topete.
- Dona Dilma?
- É seu Itamar. A coisa ficou feia. Não tenho mais o carro oficial.
- Mas de pool, senhora?
- Eu quero ver a reação do povo brasileiro com o golpe. Mais mar que já tá não fica, seu Itamar - fazendo uma singela piadinha com o simpático motorista.
- Vamos pra onde? Palácio da Alvorada?
- Nada, seu Itamar, já não piso mais lá. O senhor não leu as notícias de hoje?
- Ué, mas alguém colocou o endereço do Palácio da Alvorada aqui.


De repente a porta se abre, Michel Temer entra no banco da frente, sem olhar pra trás.
- Seu Michel? - pergunta confuso o motorista.
- Palácio da Alvorada, seu Itamar. Coincidência de nome, hein, ainda mais hoje.
- Mas de pool, seu Michel?
- Quero ver a reação do povo brasileiro nesse dia maravilhoso. - diz Temer.


Nesse momento, Dilma se apoia no banco.
- Prazer, povo brasileiro.
- Dilma? O que é isso, uma armação contra mim, vão me sequestrar?
- Calma, Michelzinho. O Itamar aqui é franco quando diz que é motorista, então nem precisa se preocupar. Foi só um golpe… do destino.


O motorista arranca pro Palácio da Alvorada.
- É, tantos dias passados lá, se acaso eu tiver esquecido algo, você pode me enviar, Michel?
- Claro, quer inclusive que te mande seu vento estocado?
- Nossa, existe bom humor dentro desse corpo vampiresco. Eu sabia que tinha vida aí dentro.
- Engraçadinha. Tá irritada porque perdeu o cargo?
- Nada! Aquilo é uma bucha só. Né, seu Itamar?
- Deve ser sim! - responde o simpático motorista.
- Cabeça erguida. Pra me derrubar, precisa de muito mais do que Ustra e 61 golas engomadinhas.


O Uber para. Chegaram na Alvorada.
- Bom, foi um prazer. Tchau querida! - sai rindo Michel do carro.
- Curta enquanto é tempo, né seu Itamar? - diz Dilma
- Deve ser sim! - concorda o motorista. Nossa, já tão chamando de novo.
- Agora sim, vai entrar alguém do povo, e o senhor tá ganhando dim dim.


Abre a porta, entra Fernando Collor de Mello.
- Collor? - fala confuso o motorista. - No pool?
- Olá… seu Itamar né?! Quanto tempo, hein - faz uma piadinha. No pool porque quero estar ao lado da minha gente neste momento que tanto me lembra.
- Mas não é possível, só tem político em Brasília, cadê o povo? - fala Dilma.
- Dilma? - diz Collor confuso.
- Peguei o pool pra ouvir o povo e só entra político neste golpérola?
- Desculpa, dona Dilma, mas vou ter que levar seu Fernando primeiro, é mais próximo! - fala Itamar, arrancando com o carro.
- Não é culpa sua, Itamar.
- Fale por você. Na época, fiquei com uma raiva daquele topetudo. Sentando na minha cadeira, fazendo os pronunciamentos, saindo em revista, jornal, na TV. Fiquei mordido, não podia nem ouvir falar no topete alinhado dele.
- E o que você tava fazendo no Palácio da Alvorada a essa hora? - pergunta Dilma.
- Vim matar a saudade. Fazia tanto tempo que não passava aqui.
- Você está emocionado, Collor?
- O dia de hoje foi muito difícil, abriu feridas antigas.
- Nossa, espero nunca agir assim. Supera isso, cara.
- Superei, eu acho. - diz collor com a voz embargada.
- Chegamos - diz o motorista.
- Já? Nossa, os carros de hoje em dia não são a carroça da sua época, né Collor? - brinca Dilma.
- Bom, minha gente, minha boa noite!
- Se agasalha bem, ou você pode pegar um golpe… de ar - brinca Dilma.


Collor sai do carro. E o celular apita novamente.
-Nossa, desculpa, dona Dilma, mas vou ter que pegar mais um passageiro.
- Fica tranquilo. A partir de hoje tô com tempo.


O motorista vai entrando por umas ruas escuras e chega até o passageiro. Aécio Neves entra.
- Aécio? - já meio zonzo, diz o motorista. No pool?
- Quero ouvir a opinião do povo brasileiro sobre a vitória de hoje. - diz Aécio.
- Ah, era só o que me faltava, isso só pode ser piada, pegadinha, o senhor é o Gugu, seu Itamar?
- Não, dona Dilma, e vou ter que levá-lo antes. Desculpe.
- Dilma? - se espanta Aécio. Isso é artimanha da esquerda?
- Pode ficar tranquilo, seu Itamar é família tradicional brasileira.
- Na verdade eu sou gay. - diz Itamar.
- Continua não tendo motivo nenhum pra se preocupar, né seu Itamar?  É só um golpe… de sorte estarmos aqui juntos.
- Eu não como mortadela, querida, não entendo esse lance de golpe - brinca, Aécio.
- E eu odeio farinha no arroz com feijão. Fica seco, intragável.
- Pede uma cachaça pro Lula pra descer mais fácil. - sugere Aécio com sarcasmo.
- Não precisa, eu mesma tenho em casa. Mulher também bebe. Aliás mulher faz o que bem entende, até ser presidentA, né seu Itamar?
- Deve ser, sim! Estamos quase chegando. - diz o motorista desnorteado com seu dia fora do comum.
- Ótimo, porque esse ambiente está pouco convidativo.- diz Aécio.
- Não cheira bem, né Aécio. - brinca, Dilma.
- Ué, recalculou a rota aqui. Vou levar a Dilma primeiro. - revela o motorista, confuso.


Dilma começa a rir.
- Como nos velhos tempos. No último minuto, eu chego na frente.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O que você tá pensando?

Pergunta do Face, que atormenta a gente. Mas além de mim, o que será que aquela senhora está pensando? E aquele cara ali? Aquela mocinha, um palpite?

A gente convive com tanta gente e mal sabe o que essa gente tanto pensa...

Se essa gente toda aprova, rejeita, julga, aceita ou gargalha por dentro, por trás daquela cara de boneco de cera e daquele sorriso Monalisa.

Como seria bom se a gente soubesse o que o outro pensa...de verdade... sem convenção, sem aquele pânico todo em parecer rude, em parecer sinceramente, honestamente rude. A verdade é rude? É?

Por ora a gente fica com nosso próprio pensamento, que já é bastante confuso, julgador, irônico, conturbado, questionador, insensato, extremista e por fim, autoenganoso. 

Honestamente, não saberia o que dizer, Face!

Talvez por isso a questão tenha mudado pra mim de "o que vc pensa" para "o que quer compartilhar". Agora faz mais sentido! ô se faz!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Já é ano novo?

Faz a mala, desfaz a mala, faz de novo.Abre a agenda, folheia, rabisca, fecha.Marca com um, desmarca com dois.Compra um presente, troca, ganha outro.Come um montão, sente culpa.Liga pra um, esquece dos outros.Esquece de um, mas liga pro resto.Olha o whats, manda mensagem.Recebe mensagem, olha o whats.Vai no mercado, sai do mercado.Marca pra terça, remarca pra quinta.Bebe uma taça, relembra o passado.Planeja o futuro, bebe três mais.Não estreado, nem ainda acabado.O sol não nasceu, e a lua no céu.Já é quase ano novo.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Barquinho de papel

Tem página da vida que a gente não vira!

A gente arranca do caderninho
pra fazer barquinho
e jogar no mar...



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Bauzinho, bauzinho

Dia frio, um texto sincero, gente enrolada em lenços e abraços.
Tudo isso mexe com a gente. Comigo.
É difícil ser, humano. Mais difícil fingir não ser, nem estar.
Queria poder, mas me fizeram sagitariana de transparência e falta de modos.
Eu mostro. demonstro. me desmonto toda, inteirinha.
Tudo, cada parte, cada pedacinho do que penso guardar no fundo do meu baú, chamado coração!
Que de tão usado já nem deve abrir direito, tá emperrado. Será?


quarta-feira, 25 de março de 2015

O homem e o cão

Outro dia, voltando pra casa, saí da estação de metrô e comecei a caminhar. Aquela muvuca, gente correndo, querendo vazar dali como se o apocalipse zumbi já tivesse começado.  Pra chegar em casa e pegar o finalzinho da novela, ou o finalzinho do jantar. Afinal, toda casa tem um glutão que esvazia as tigelas, sem pensar duas vezes.

Dou alguns passos, e vejo um homem esperando alguém, ao lado de seu cãozinho. O cachorrinho fica tão ansioso que começa a chorar de emoção. O homem, blasé. O cão abana o rabo, se movimenta pra lá e pra cá, desesperado. O homem, parado, movendo só o pescoço pra analisar alguma garota que passa.

De repente o cão começa a latir desesperado. Ele avistou sua "mãe" chegando e chora, chora, late, late. O homem, calado. A mulher chega, o cão pula nela, abana o rabo, lambe seu rosto. O homem vê a mulher e diz: "Não tem comida em casa."

Que cachorro!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Fim da linha

Outro dia eu tava no metrô, e vi uma garota terminando com o namorado... NO METRÔ! Achei a coisa mais cruel, já que a cada estação o vagão ficava mais e mais tomado por pessoas curiosas que analisavam as lágrimas e os lamentos do rapaz. A garota, ignorando totalmente o pobrezinho em desespero, olhava pela janela com vergonha.

Aí me deparei com uma dúvida, qual o melhor lugar ou situação para terminar um relacionamento?
- NO CARRO: pode causar acidente...
- EM CASA: a intimidade do lar pode beneficiar tiro, porrada e bomba...
- NA RUA: chama atenção demais, e com aquele caos todo da cidade, a pessoa pode não ouvir metade do que você disse.
- PELO CELULAR: Vai que a bateria acaba bem na hora, pode ser uma tragédia...
- PELO WHATSAPP: O corretor automático gera conflitos eternos.
- NO CINEMA: você pode perder um filme mega legal e ainda receber uma pipocada na cabeça
- NO RESTAURANTE: a comida vai esfriar, um dos dois vai desistir de comer e desperdício é pecado
- FACE? Jamais, os pretendentes de ambos vão começar a curtir a conversa, vai ser um horror.
- NO BAR: A cerveja vai esquentar, e você ainda vai atrapalhar o happy hour dos outros.

O fato é que não existe um bom lugar e uma boa maneira de terminar, mas acho que "How I met your mother" escolheu uma saída, pelo menos, doce :)

Fim na doceria



quinta-feira, 3 de abril de 2014

É primeiro de abril, nêga!



- Oi, minha nêga!
- Oi, Vitinho!
- Me diga, minha linda, o que é dermatologista?
- Oxi, por quê?
- Porque marquei hora nesse médico, tô no consultório e não sei o que dizer pro dotô.
- Vitinho, hómi de deus, como ocê marca um médico sem saber o que ele faz?
- É primeiro de abril, nêga!
- Ô hómi besta da gota!

Passei meu primeiro de abril pensando em alguma forma de pegar alguém, e o tal Vitinho (segundo história contada pela própria “nêga”, e seu sotaque delicioso, na plataforma do metrô) arranja uma saída tão simples e inesperada. Palmas.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Vi(ra)da nova



Se ano novo é vida nova
Eu já carrego 31 vidas em mim.
Ideias teimosas de mais começo
Promessas irrealizáveis, não realizadas
Laços eternos, que se entrelaçaram em outrem.

Todo ano, nova vida
Cada vida, um novo fim, ou o mesmo, quem sabe
A alma encaixada na matéria já moldada
Um desejo de mudança, com os móveis no lugar
O sonho, novo ou o de sempre, re-sonhado.

Todo ano, uma vi(ra)da
A ansiosa contagem decrescente, e paciente
Na espera dos fogos que ilustram a largada
Dos braços que se abrem, pelo abraço
E pra suportar o peso do outra vez

Cada ano, tudo igual
No compasso dos próprios passos, a  gente marca o tempo,
e espera que essa dor no peito
seja docemente levada pelo vento.
Ah, esperança que renova!



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Aniversariando em dezembro

Fazer aniversário em dezembro é ter que dividir o seu dia com confraternizações de fim de ano;

ter que reservar um bar com 30 dias de antecedência, pra garantir um mísero espaço entre festas de fim de ano e entregas de presente de amigo secreto;

às vezes ganhar um presente só, que vale para Natal e aniversário;

ouvir a frase "é só uma lembrança, afinal fim de ano, você já sabe, a grana é curta";

ter muitas pessoas que nem vão lembrar, porque estão enlouquecidas planejando suas férias ou a ceia de Natal;

Mas a pior de todas: nunca ter recebido ovada na época de escola, porque já estávamos todos de férias (não, isso não é um pedido de ovada)


Esse é o Serra se divertindo com os colegas em seu aniversário!!!






sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Quem paga o pato é o além!

Quando a pessoa se atrasa e perde o ônibus e a entrevista de emprego, diz que é a lei de Murphy.
Se pega um resfriado, porque ficou na chuva na noite passada, fala que jogaram um quebrante.
Bateu o carro, porque fechou um indivíduo, é porque precisa se benzer.
Quando perde o namorado, porque enfernizou o cara, acha que fizeram bruxaria.
Se perdeu o ano letivo, porque não estudou, ah, com certeza é olho gordo.
Foi preso, porque roubou um colar, nossa, mas sem dúvida é coisa do capeta.

Cara, que dificuldade o ser humano tem de admitir um erro né...
E pobres dos tais "seres do além" que pagam por todo o nosso pato.


Murphy, cansado de tantas acusações!
até Dona Clotilde acha que seus problemas vem do "além"

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Natureza a contragosto

quando vai pro campo, põe a bota pra não "sujar" o pé na terra .
quando tá na cidade, prefere o asfalto.
quando vai pra praia estende a canga, pra não tocar o grão de areia.
quando garoa, abre o guarda chuva, quando faz sol, abre a sombrinha.
quando vê um bicho sente medo.
quando sente fome, compra maçã no hortifruti.
quando sente sede, pega água do galão.
quando vê o horizonte, coloca óculos escuros.
quando nasce, já põe roupa, porque nos puseram vergonha da nossa própria natureza.

A gente faz parte de tudo isso, mas me parece que a contragosto...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

De anárquico a acadêmico

Pobres dadaístas, que lançaram uma corrente artística da negação da própria arte...
que, por revolta ao mundo em guerra e ao capitalismo burguês, criaram conceitos de oposição aos modelos culturais da época, rompendo com o século 19...
que tinham na cabeça a ideia de acabar com a "arte" usando a própria arte...
que trocaram pincéis por tesoura e cola, pra dar um fim na pintura... 
que desenharam bigode na Monalisa e disseram que "ela tinha fogo no r..."

Tudo isso porque queriam o fim da "arte", mas acabaram ganhando seguidores e um capítulo especial no livro de história, entre o futurismo e o surrealismo...Esperando tomates e revolta, ganharam um longo aperto de mão e uma medalha pela contribuição à arte.

Virou acadêmico...
Hoje, Duchamp se revira no túmulo...

A antiarte de Duchamp que virou arte na mão dos artistas da Bienal



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Três Fronteiras

Engraçado como a gente muda de ares quando viaja né...

Há pouco tempo viajei pra Foz, com pulinhos na Argentina (mais precisamente Puerto Iguazu) e o Paraguai (ninguém é de ferro)

Não vou contar a viagem, só falar das diferenças...

Bem, nem se conta a parte da natureza, muito linda e blá blá blá...
Mas em Foz o que chamou a atenção foi a temperatura, 35 graus, mermão, e toda a minha crença de que no sul faz frio foi pro ralo...

Bichinhos simpáticos acompanhavam a caminhada e pediam comida... mas os vira latas lá são quatis, não cães... what the f...?

No lugar do bom e velho pastel, temos empanadas... e as azeitonas são recheadas de palmito e tomate seco ao invés do caroço :o

Ah, e no Paraguai e Argentina, as crianças falam espanhol...(derr) :)


quarta-feira, 15 de maio de 2013

SMS denuncia

Escrever um sms é trabalho difícil...te denuncia, te destrói em alguns casos.

Primeiro que o tecladinho é contra dedos gordos, olhos hipermétropes e movimentos bruscos.
Basta um pequeno deslize e você tá na roça, meu bem...

Exemplos:
"Mãe, não chego pro jantar porque tive um acidente"
Ele queria dizer um incidente, ficou preso no trabalho, o pneu do carro furou, a namorada estava carente e inicou uma DR. Mas nem importa mais, do outro lado a pobre mãe já sofreu um acidente vascular e o médico foi chamado.

"Chefe, tô aqui no tráfico da Leste agora, e sabe como é que é, vou chegar tarde no trampo...segura a ponta aí"
Ele tava no tráfego da Radial Leste... mas bastou o chefe ler tráfico e Leste para suar frio, e no fim então, o pobre coitado queria ser brother e dizer "segura as pontas aí, amigão", mas a falta de um "s" fez o chefe achar que aquilo era um convite (ou uma ameaça) e mandou uma carta ao RH imediatamente promovendo o rapaz. O que o medo não faz com uma pessoa.

Mas a pior de todas, óbvio, é com mulher:
"Tô lembrando da noite passada, sua galinha"
Pronto, de gatinha pra galinha e você perdeu, playboy.

"Eu sou um homem casado, meu bem"
Ele queria dizer cansado. O que em alguns casos dá no mesmo.

"Lídia, eu amo você"
Tudo certo, se ela não se chamasse Monica e fosse linda.

RELEIA SEMPRE O SMS E SEJA FELIZ!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

#tô aqui

Cláudia escreve para Roberto (pelo face): "pô, ce anda sumido hein #apareça"

No mesmo momento, Roberto atônito vira para sua colega de trabalho Cláudia, que por sinal senta ao seu lado, e diz (pelas partículas de ar mesmo): "Você tá doida? Sumido? A gente se vê de segunda a sexta desde 2003"

Não, Claudia não tá doida, apesar de misturar incorretamente as estampas e cantar músicas do Michel Teló!

O mundo mudou, neguinho...

1- Não basta mais aparecer pessoalmente, se você anda sumido no face, como bem lembrou Claudia.
2- Não basta ir a um bar novo com os amigos, tem que fazer check in no foursquare, e linkar os bródi.
3- Não basta dar um presente para sua namorada no dia dos namorados, tem que postar uma foto do casal no face dela com um texto bonito, marcando sua amada para que ela veja antes de ter um acesso de raiva achando que você esqueceu.
4- Não basta tirar uma foto pra guardar no álbum, tem que postar a foto com um efeito bacanudo no Instagram com as hashtags que bombam.
5- Não basta mais dizer que gostou do novo corte de cabelo do seu irmão, tem que curtir a foto nova de perfil dele.
6- Não basta preencher um cupom e participar da promoção, tem que curtir a página, o post, compartilhar a foto e mandar carinhas chorosas pra ver se ficam com pena de você.
7- Não basta comentar amenidades no elevador, tem que postar no facebook sua indignação com o tempo, com o trânsito, com a alta dos preços, com o governo e com o barulho que seus vizinhos fazem.
8- Não basta mais viver, tem que viver em voz alta, como diria Guimarães Rosa.
9- Não basta mais escrever pensamentos no diário secreto, tem que ter um blog aberto ao público, como este aqui. Xi.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Viva a tradição!

Você, num restaurante, já deve ter notado uma ação bastante corriqueira:
Homens degustando vinho!

Sim, eu sei que MUITAS pessoas no mundo entendem MUITO de vinho.
Como existem MUITAS MAIS AINDA que não entendem LHUFAS.

O fato é que TODO homem ao ir ao restaurante (seja ele jovem, velho, estudante de rtv ou hippie) e pedir um vinho, o garçom vai trazer a garrafa, abrir a garrafa, colocar um pouquinho na taça do cara, que vai rodar o líquido na taça, sentir o aroma, degustar na boca, o garçom vai perguntar se "está de acordo" e o cara dirá "sim, está de acordo, pode servir a dama"

O que tem de errado nisso?
1 - a esposa, que foi chamada de dama pela primeira vez em 9 anos, se engasgou com a torradinha do antepasto, e correu pro banheiro
2- no caso de ser uma namorada recente, apaixonada, ela vai se impressionar com a masculinidade de seu homem, apesar de se perguntar quando foi que ele fez o curso e principalmente COM QUEM. 
3 - o cara não entende de vinhos e mesmo assim vai rodar a bagaça no copo fingindo que entende (importante, sempre com um ar de imperador romano).
4 - o garçom já abriu a garrafa, quero ver o rapaz ter a coragem de dizer "troca essa porcaria", eles nunca falam isso.
5 - é sempre o homem que degusta, até onde sei as mulheres também fazem cursos de vinhos.
6 - o garçom oferece a garrafa com um sorriso nos lábios e espera pacientemente o "I do" do cliente, mesmo sabendo que o cliente não sabe nada daquilo.
7 - e finalmente o "está de acordo sim, pode servir". Está de acordo com o que? Seu paladar, a harmonização com o pedido, ou com a falta de coisa melhor a dizer?

Depois dos 7 erros encontrados, passarei uma lista com palavras-chave, pra você humilde ser, que queira impressionar a dama (cof cof):
- TINTO
- BRANCO
- SUAVE
- SECO
- CABERNET SAUVIGNON
- MERLOT
- MALBEC (pensou que fosse perfume né)


E pra finalizar o post (ufa) a foto acima onde o cara, no happy hour da firma (nem tirou o crachá) finge que "sente" o vinho enquanto procura seu dente (que caiu dentro do copo enquanto comia uma azeitona)


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pobres bateristas!!!

Eu sempre tive vontade de aprender a tocar bateria, e acho que por isso sinto um apreço especial pelos bateristas em geral.
E toda vez que vejo bandas fingindo que tocam (geralmente rola um cdzinho) em programas de TV, eu penso: "Pobres bateristas!!!"

Enquanto todos os músicos carregam instrumentos imponentes com orgulho e alegria, e o vocalista faz caras e bocas, dublando com realismo sua música, ao coitado do baterista resta batucar o próprio banco.

Em outros casos, o baterista fica de pé atrás de um único prato com as baquetas  na mão e "toca"  humilhadamente aquilo que todos sabem que é uma piada.

Eles metem violoncelo, harpa e até piano no estúdio, e tudo o que um baterista mais queria era poder ter um instrumento completão pra fazer bonito.

Infelizmente não consegui nenhuma foto que ilustrasse o fato em si, mas acho que a foto a seguir diz tudo.

Num chora!
Se você nunca se atentou ao fato, da próxima vez que assistir a uma apresentação de banda na TV,  lembre deste post.
Viva os pobres, barulhentos e talentosos bateristas!

domingo, 28 de outubro de 2012

Quem é o vice mesmo?

A cada dois anos, algo acontece na vida das pessoas... Não, não tô falando de comprar camisa do Brasil e encher o mundo de bandeirinhas verde amarela por conta de Olimpíadas ou Copa...

Tô falando da boa e velha eleição.
Alguns votam com 90 anos, outros deixam de votar pq tavam de ressaca e dormiram demais...
Ela movimenta discussões no face, no trampo, em casa e nas ruas...
Quem não liga para política passa a ligar!
Ter uma posição é considerado cult entre a rapeize... nem q seja pra apoiar os chutes ao pobre cavalete indefeso... ou dizer aos quatro cantos q vai votar na mulher melão pq não tem nenhuma opção melhor...
As pessoas passam a assistir debates, e postar comentários nas redes sociais...
Uns até põe adesivos no carro, como se tivesse externando uma ideologia de vida...

Pensando bem, eleições e Copa do Mundo se parecem... o cidadão fica mais patriota na Copa, com camisas e fitinhas, chora pelo Brasil; e mais ligado à política e às necessidades da cidade e deveres do governante durante as eleições...
E o mais parecido entre ambas é que quando acaba, tudo volta ao que era antes, ou seja " O Brasil é uma droga" e "Quem é o vice presidente mesmo?"

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O velho e imbecil bullying

Hj eu vi umas fotos no face, e lembrei de minha época de escola, quando o bullying já existia e  mto forte, mas ninguém sabia o nome....

Só na minha sala, eram pessoas humilhadas diariamente por não serem "bonitas", ou por não usarem os produtos da modinha, ou por parecerem caretas demais...


Se pensar, parece irritante, revoltante, mas não é, sabe porque?
Pq hj, qdo entro no facebook e vejo as vítimas do bullying de anos atrás, percebo que se tornaram adultos incríveis, pessoas geniais, interessantes, bem sucedidos, com família formada e o velho jeitinho doce inabalado... apesar dos momentos difíceis que passaram...

Será que o bullying faz a vítima amadurecer mais q o agressor ?
Talvez, pelo menos os exemplos q tenho são prova de q sim! :)

E os antigos agressores que vejo no meu face hj em dia? Tb são pessoas aparentemente felizes (afinal todo mundo é feliz no face), e mto possivelmente jamais se identificarão como agressores...

Mesmo assim, mais de quinze anos depois, àqueles que hostilizavam os outros diariamente, eu mando meu sincero Fu.. you !